domingo, 26 de abril de 2009

O ENSINO DA EXPRESSÃO ESCRITA E A SUA ARTICULAÇÃO COM A APRENDIZAGEM DA LEITURA

"O gosto pela escrita cresce à medida que se escreve".

Erasmo de Roterdão



A aquisição da escrita faz-se muito antes da entrada formal na escola, quando a criança começa a tomar contacto com materiais escritos em casa, na rua ou noutros locais onde se encontre. É na entrada formal da escola, que se inicia o ensino sistematizado das competências de escrita, num processo evolutivo de aprendizagem. O aluno deve participar directamente na construção do seu conhecimento, o que não implica o afastamento do professor. A este cabe a tarefa de propor e de organizar actividades, com vista ao favorecimento da reflexão sobre a linguagem escrita, cujo objectivo é uma aprendizagem significativa. Neste sentido, é preciso propor aos alunos actividades de escrita que os envolvam e que tenham sentido, actividades que partam da leitura do texto verbal e do texto icónico, permitindo que reflictam sobre o que leram, que estabeleçam relações entre os textos lidos, que escrevam com sentido, que leiam e partilhem aquilo que escreveram.


Foi neste sentido, que surgiram as actividades desenvolvidas nas sessões tutoriais, das quais retiramos os momentos mais significativos.






A partir da história "Sou especial porque sou eu" de Ann Meek, a Professora Rosa Marques convidou os alunos do 4º ano, da EB1 nº 2 a fazerem a projecção do conteúdo da história, pela análise de alguns elementos paratextuais.







Numa primeira fase, com o título omitido os alunos, pela observação da imagem da capa, fizeram uma primeira projecção da história, com recurso à técnica do brainstorming.









Eis algumas das hipóteses levantadas:



  • Um rapaz que foi à lua;



  • Um rapaz que sonhava ir à lua;



  • Um rapaz espacial, que queria ser astronauta;



  • Um sonho lunar.

Numa segunda fase, já na presença do título, foi solicitado aos alunos que enriquecessem as hipóteses criadas ou criassem novas hipóteses.

Eis as hipóteses levantadas:



  • Um menino que se acha especial porque é ele próprio, porque é humilde e no mundo não há ninguém igual a ele;



  • Um menino que é especial porque todos nós somos especiais, somos únicos;



  • Um menino que é especial porque é único, pois mesmo os gémeos verdadeiros são únicos, pois são seres individuais.



Numa terceira fase, foi pedido, aos alunos a elaboração individual de um pequeno texto, projectando o conteúdo da história.

Dos vários textos produzidos destacamos o do Duarte Campos, que passamos a transcrever:

"O António queria ser especial, por isso decidiu ir à lua. Perguntou à mãe se podia ir ao "Museu Espacial" e a mãe disse-lhe que sim.

Numa bela tarde foi ao museu para estudar um pouco. Encontrou o que precisava. Estudou pelas placas, as datas e pelo que precisava.

Quando chegou a casa disse à mãe que já tinha estudado para ser astronauta e especial.

A mãe disse que podia ser astronauta, mas se fosse só para ser especial, não valia a pena, porque ao ser único no mundo já era especial."

De seguida, exploraram-se as imagens da história, confirmando-se ou refutando-se, num primeiro momento as hipóteses anteriormente criadas.

A aula finalizou com a leitura da história.

De salientar que este foi o início de uma sequência de aulas.

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